Perante uma situação sem precedentes, como aquela que tem vindo a ser imposta pela pandemia Covid-19, não há forma de saber até quando a contenção pode ser prolongada. A verdade é que o impasse na atividade comercial pode durar vários meses e as farmácias vêm o seu volume de negócios a ser fortemente afetado.

Neste contexto, é imperativo reagir. Tomar medidas que visam a preservação do cash flow das farmácias, readaptar serviços e reajustar a oferta são ações obrigatórias, principalmente num momento como o atual! Saiba como lidar com a atividade em queda, neste artigo!

Farmácias: como garantir a sustentabilidade da atividade?

No sentido de combater a pandemia Covid-19 e evitar a propagação do vírus, o governo anunciou um conjunto de medidas que obrigou ao encerramento de diversas atividades. Considerada essencial, a atividade das farmácias portuguesas continuou avante, embora com grandes quebras na procura e consequentes quebras na receita.

Perante este cenário, as farmácias têm de reforçar a liquidez para sustentar os custos fixos dos seus negócios, sejam eles obrigações fiscais, rendas, créditos ou salários. Para apoiar as farmácias nesta fase e as ajudar a reagir é preciso usar todas as medidas de apoio tomadas pelo governo e encontrar formas de ultrapassar este marco. Ora veja:

Identificar o ponto de rutura das farmácias:

A primeira coisa a fazer é saber qual é o seu ponto de rutura. Nas farmácias – e em qualquer outro negócio – o ponto de rutura é determinado na interceção entre o volume de negócios registado em determinado mês e o conjunto de despesas fixas a que deve responder (despesas gerais, despesas com pessoal, remuneração do titular, juros e vencimentos de empréstimos, etc).

Identificado o ponto de rutura, deverá fazer ajustes e cortar nas despesas. Caso o ponto de rutura não seja atingido, há que implementar medidas que visem a redução dos custos fixos associados ao seu negócio. Por exemplo:

  • Negociar moratórias: neste período profundamente marcado pela pandemia COVID-19, as farmácias poderão adiar o pagamento das prestações resultantes da obtenção de contratos de crédito.
  • Adiar o pagamento das obrigações fiscais: Face à quebra da atividade das farmácias, o Governo português anunciou, no passado dia 18 de março, a flexibilização do pagamento de impostos. Isto significa que, à data do vencimento do pagamento as farmácias poderão pagar em três meses sem juros ou pagar em seis prestações, com juros de mora aplicados às três últimas prestações.
  • Aceder a uma linha de crédito: Às farmácias que apresentaram um decréscimo de 20% no número de vendas, no passado mês de março, o Governo português disponibiliza um leque diversificado de linhas de crédito, no valor de 3.000 milhões de euros. Para ter acesso a estas linhas de crédito, as farmácias devem apresentar a sua candidatura junto dos respetivos bancos aderentes, podendo usufruir de amortização dentro de um período de quatro anos.

Expandir a forma como fornece serviços:

Tendo em consideração as medidas de confinamento a que muitos doentes de risco estão obrigados, as farmácias podem considerar a entrega de medicamentos ao domicílio ou o seu envio, através de serviços subcontratados.

Assim, ao adotar esta alternativa, as farmácias devem fazer uma análise do risco e garantir que todas as condições de controlo e prevenção da infeção estão asseguradas. Neste sentido, é fundamental:

  • Reunir informações sobre os doentes de risco;
  • Estabelecer e definir horas de entregar e meios de envio;
  • Garantir o acesso a equipamento de proteção, como luvas e máscaras, a toda a equipa farmacêutica;
  • Estabelecer e manter contacto telefónico com pacientes habituais que poderão estar em situação de infeção;
  • Divulgar medidas de prevenção nos sites e nas páginas de internet das farmácias;
  • Tomar medidas para garantir que os medicamentos são entregues em segurança em casos onde a suspeita de infeção esteja latente.

Ajustar a oferta à procura

Com o decretar da situação de calamidade, chegou a altura ideal para priorizar os medicamentos e artigos de parafarmácia que as farmácias têm em stock. É fundamental realizar uma análise de mercado e ajustar a oferta à procura. No caso das farmácias, a prioridade deverá ser identificar quais são as exigências da comunidade local onde estão inseridas. Isto consiste, por exemplo, em garantir a disponibilidade de analgésicos e antipiréticos, assegurando que não existem ruturas de stock.

Por outro lado, está será uma boa altura para reconsiderar a limitação sobre a quantidade de medicamentos vendidos a determinado individuo, considerando que são cada vez mais as pessoas que se dirigem às farmácias para comprar medicamentos para parentes mais velhos que não conseguem sair de casa.

Da mesma forma, na falta de medicamentos prescritos em stock, é importante assegurar alternativas. Entrar em contacto com farmácias do mesmo grupo ou ter acesso a um fornecedor com grande capacidade de resposta podem ser soluções viáveis.

Para além disto, se não encontrar forma de responder ao pedido de determinada prescrição, poderá ser boa ideia anotar a requisição e contactar o cliente assim que receita estiver pronta. Isto poderá ser uma boa forma de evitar contactos desnecessários nas farmácias

Situação de Calamidade: o princípio do desconfinamento

Atendendo às novas regras e medidas de caráter excecional destinadas a repor a normalidade das condições de vida, resultantes da declaração da situação de calamidade, as farmácias vêm-se forçadas a readaptar o seu serviço. Uma vez que, nesta primeira fase, a situação de calamidade está em curso entre o dia 3 de maio e o dia 17 de maio, as farmácias devem manter-se especialmente atentas e ter em conta algumas orientações e boas práticas impostas pelo plano de desconfinamento instaurado em Portugal, são elas:

  • Reforçar o distanciamento social, já que o plano de desconfinamento limita a lotação máxima de 5 pessoas por cada 100 metros quadrados;
  • Uso obrigatório de máscaras;
  • Trabalho rotativo, com trabalho desfasado e equipas em espelho;
  • Ajustar o horário de funcionamento e os serviços disponibilizados;
  • Garantir um reforço de stock adequado;
  • Implementar medidas de higiene apertadas de forma a controlar o risco de infeção;

MEDD: juntos, fazemos Restart à atividade farmacêutica!

Decretada a situação de calamidade e colocado em marcha o plano de desconfinamento, assiste-se, em Portugal, a uma mudança de paradigma que altera o comportamento do público. Neste contexto, as farmácias são obrigadas a um rápido tempo de reacção, sendo chamadas a oferecer aconselhamento, fornecer medicamentos e disponibilizar produtos de parafarmárcia a todos aqueles que voltam gradualmente à normalidade.

Posicionadas na linha da frente do combate à pandemia, as farmácias devem garantir a segurança dos pacientes e das equipas de trabalho que as compõe. Uma exigência que se torna mais fácil de cumprir com a ajuda da MEDD. Com soluções acessíveis e particularmente eficazes na proteção da sua equipa e dos seus utentes, poderá restringir, com facilidade e segurança, o acesso ao seu espaço comercial e fazer o restart que tanto deseja. Depois de um declínio muito significativo da sua atividade, chegou a hora de recomeçar! Conte connosco!

EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO

A pensar de forma consciente e solidária, colocamos os nossos 20 anos de experiência ao dispor dos profissionais de saúde, com soluções que permitam prestarem os seus serviços em segurança. Estamos a atualizar constantemente o site com novos produtos, imprescindíveis nos espaços comerciais, face a pandemia. Estejam atentos.

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SOMOS ESPECIALISTAS EM ARQUITETURA E REMODELAÇÃO DE FARMÁCIAS
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