A proposta da Ordem dos Médicos Dentistas foi ouvida pelo governo, vai esta semana a discussão na Assembleia da República e abrange crianças a partir dos 2 anos (link proposta).

“Alargar a cobertura do cheque-dentista a todas as crianças entre os 2 e os 6 anos de idade, de modo a permitir a observação e deteção precoce de problemas de saúde oral”.

É desta forma que a saúde oral dos mais novos é contemplada no Programa XXII do Governo Constitucional 2019-2023.

Em comunicado, a Ordem dos Médicos Dentistas (OMD) afirma orgulhar-se desta medida e espera que todas as crianças sejam abrangidas, independentemente do tipo de estabelecimento que frequentem.

Orlando Monteiro da Silva, bastonário da OMD considera que “um contacto precoce com o médico dentista vai permitir acompanhar de forma mais eficaz as crianças à medida que vão crescendo e detetar cáries dentárias mais cedo.”

Este é um passo que tem vindo a ser defendido pela ordem ao longo dos últimos meses, que chegou mesmo a enviar uma carta aberta aos partidos candidatos às recentes eleições legislativas com uma resposta integrada em termos de saúde pública ao nível preventivo.

Mas este é apenas o primeiro passo no longo caminho a percorrer até “reformular profundamente todo o programa” do cheque-dentista. Segundo dados da OMD muitas crianças recebem os cheques com atraso, quase no final do ano letivo, “comprometendo a capacidade das famílias em procurar o médico dentista dentro da validade imposta”.

Deste modo, propõem, ainda, que o valor de 40€ seja reposto e justificam: “era um valor já relativamente simbólico face às intervenções que os médicos dentistas têm muitas vezes de realizar, não só a crianças como a grávidas ou idosos com o complemento solidário”.

Segundo fontes do governo, estas são apenas algumas das medidas em curso de um Serviço Nacional de Saúde mais justo e inclusivo que responda melhor às necessidades da população. Para tal, será adotada uma política de continuidade, de diferenciação dos cuidados de saúde primários, “melhorando a sua resolutividade”, nomeadamente “generalizando” os cuidados de saúde oral. O Governo estabelece como prioridade “alargar a cobertura de medicina dentária no SNS, nomeadamente através dos centros de saúde e em colaboração com os municípios”. A meta é reduzir os custos que os portugueses suportam na área da saúde.

A proposta da Ordem foi ouvida pelos dirigentes dos partidos e será sujeita a aprovação esta semana, na Assembleia da República.

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